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quarta-feira, 26 de maio de 2010

CRÍTICA OLHOS AZUIS


Mais um trabalho do cineasta, diretor, produtor e roteirista paraibano José Joffily. Assim como Dois perdidos numa noite suja (2002), Olhos Azuis também aborda o tema de imigrantes. Um tema melindroso, complexo, mas uma ótima oportunidade para pensarmos mais uma vez neste assunto.


Visivelmente perturbado por ser seu último dia de trabalho, antes de se aposentar, o chefe do Departamento de Imigração do Aeroporto JFK em Nova Iorque, Marshall, vivido por David Rasche, se excede na bebida mais uma vez e acaba sendo rígido demais com os latinos.


Na sala de espera, eles aguardam sua vez de terem seu passaporte carimbado para entrarem nos Estados Unidos da América. É possível assistir alguns de seus companheiros de espera sendo humilhados pela polícia. Com isso, eles se perguntam: qual será sua sorte?


A cisma do chefe do Departamento de Imigração é com o brasileiro Nonato, interpretado por Irandhir Santos. Um professor de história que reside nos Estados Unidos há mais de dez anos. O fato de possuir uma filha no Brasil, já é o suficiente para ele ser submetido à diversas perguntas relevantes e até mesmo ser humilhado. Não há nada que mude a opinião de Marshall, ele é irredutível.


A interpretação de Irandhir Santos é inegável em Olhos Azuis. Este grande ator pernambucano demonstrou seu talento também em trabalhos conhecidos como Besouro (2008) e A Morte de Quincas Berro D´agua (2009). Apesar do final previsível, Olhos Azuis é um bom drama para se sentar e assistir. Recomendo!


Esta crítica também se encontra disponível no site da PlusTV.

Um comentário:

  1. Parabéns pela matéria !! já é sua segunda crítica e está cada vez melhor e mais precisa !!

    continue assim !!!!

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