Eu sou viciada em televisão, eu sei. A primeira coisa que faço quando chego em casa depois da aula, é ligar a TV. Não importa o programa que esteja passando, até mesmo às quartas-feiras, que só tem futebol. Quando não tem mais nada em nenhum outro canal que eu costumo assistir, deixo a TV ligada ao som de qualquer jogo.
Alguns programas exibidos (a maioria) não possuem um grau significativo de cultura e entretenimento, e muitas vezes a classificação etária não é respeitada. Alguns fatos são expostos de maneira que convencem o telespectador, e os maiores influenciados são os jovens e as crianças.
São os pequenos que sofrem as possíveis consequências com o tempo destinado em frente à TV. Em um estudo realizado nos Estados Unidos, pelo Child Health Institut, na Universidade Washington, se constatou que em mais de duas mil crianças, entre três e sete anos, existe um dano na atenção pelo fato de passarem grande parte do dia assistindo televisão.
Os desenhos animados de hoje em dia, são totalmente diferentes dos da época da vovó. A violência está estampada nos principais personagens infantis. Isso estimula a agressão nas crianças. Uma publicação na revista Pediatrics comprovou que a criança antes de atingir os três anos, possui 20% de chance de desenvolver problemas no futuro devido ao excesso de tempo em frente à TV.
Segundo o escritor britânico John Stott, a televisão tende a tornar as pessoas mentalmente preguiçosas. Ela atrai, vicia e manipula. As pessoas gastam de três a cinco horas por dia diante dessa poderosa caixa. O problema é que às vezes ela nos manipula e nos deixam emocionalmente sensíveis, devido às tragédias do mundo são jogadas em nossas casas.
Assim como em tudo na vida, devemos medir os excessos para não sairmos prejudicados.
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