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domingo, 26 de fevereiro de 2012

Não há silêncio que não termine


Não há silêncio que não termine

Autora: Ingrid Betancourt

Um livro muito envolvente no início por toda a história de vida da personagem principal. Ingrid se desnuda como pessoa para o leitor. Por diversas vezes você esquece que está lendo palavras de uma grande personalidade política.

Todos os seus medos e angústias são postos para fora de uma maneira que parece, muitas vezes, que as folhas foram retiradas de um diário. Nos faz pensar como nós somos egoístas com objetos e pessoas de nosso convívio diário por simples besteiras. Como damos valor demasiadamente à coisas que no fundo não tem tanta importância assim, se comparadas apenas a nossa felicidade real.

Um simples banho, poder fazer uso de uma gilete, poder falar num tom normal, ou mesmo baixo, sem ter ninguém a te escutar ou te podar por perto, ter um telefone com ou sem fio para saber o que está acontecendo com sua mãe, com seus filhos. Ter um rádio para saber o que está acontecendo com o mundo.

Dormir sem ser mordido por formigas mutantes. Era isso que ela falava quase o tempo todo. Mas era melhor a picada do que o risco de acordar dentro da barriga de alguma onça.

Ter que tomar banho ou fazer suas necessidades fisiológicas agachada no meio do nada, no mato e ainda sendo vigiada por homens que nunca viu e que a querem morta deve ser algo muito convidativo. Isso por quase sete anos de vida.

Não há silêncio que não termine é um livro envolvente e que nos faz pensar, pensar muito sobre as questões realmente relevantes sobre a vida.

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